O dólar voltou a R$ 5,16 no dia 5 de junho de 2026, o maior patamar das últimas semanas, e voltou a pesar no orçamento de quem planeja viajar para fora do Brasil neste ano.
O que está acontecendo com o câmbio
Nas últimas quatro semanas o real perdeu cerca de 4,6% frente ao dólar. A alta não veio de dentro de casa, veio de fora. A proposta de novas tarifas dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros e a incerteza nas negociações entre Washington e Teerã aumentaram a procura global por dólar e pressionaram as moedas de mercados emergentes, o real entre elas. Comentários de dirigentes do Federal Reserve, sinalizando juros altos por mais tempo nos Estados Unidos, reforçaram o movimento.
Mesmo com a alta recente, o real ainda acumula valorização de cerca de 7% em doze meses. Ou seja, o câmbio segue volátil: sobe e desce conforme o humor do mercado externo, e isso muda o custo de uma viagem de uma semana para a outra. Analistas avaliam que o momento pede cautela e estratégia, comprar moeda aos poucos para formar um preço médio, em vez de apostar tudo na cotação de um único dia.
Vale lembrar que a compra de dólar em espécie vem perdendo espaço. Cada vez mais o brasileiro usa cartão de crédito ou débito internacional na viagem, o que muda a conta: o câmbio que importa passa a ser o do dia do gasto, não o do dia da compra da moeda. Isso reforça a lógica de diluir a exposição ao longo do tempo.
O que isso muda para o viajante brasileiro
Para quem vai viajar, cada centavo no dólar vira diferença real no bolso. Uma viagem internacional de sete dias hoje fica entre R$ 8.000 e R$ 25.000 por pessoa, dependendo do destino e do estilo. Câmbio mais alto encarece tudo que é cotado em dólar: passagem, hospedagem internacional e passeios contratados na moeda americana. Num roteiro de R$ 15.000, uma variação de poucos centavos no câmbio já representa centenas de reais a mais ou a menos. Quem deixa para fechar tudo de última hora fica exposto à próxima oscilação.
Mas nem todo destino sente o golpe do mesmo jeito. Países como a Argentina, com moeda local desvalorizada, e boa parte da América Latina, onde o gasto do dia a dia é em peso, absorvem melhor a alta do dólar do que destinos totalmente dolarizados. Quem viaja para Buenos Aires, Santiago, Cusco ou Cartagena costuma diluir o impacto gastando em moeda local. Já Estados Unidos e Punta Cana, mais ligados ao dólar, exigem um planejamento mais firme do orçamento. É por isso que, num ano de câmbio nervoso, o destino escolhido importa tanto quanto a data da viagem.
A dica da LC Turismo
Na prática, o que protege o viajante não é tentar adivinhar o câmbio, é planejar com antecedência. Garantir passagem e hospedagem com tempo, fechar passeios e transfers dentro de um pacote com preço definido, comprar moeda aos poucos e contratar seguro de viagem elimina o susto de última hora. A LC Turismo opera 16 destinos em 7 países da América Latina e do Caribe e monta o roteiro fechado, com custo previsível, para o cliente não ficar refém do dólar do dia.
Se você pensa em viajar para a América Latina ou o Caribe em 2026, vale travar o planejamento agora, antes da próxima oscilação do câmbio. Conheça os roteiros da LC Turismo em lucascarvalhoturismo.com.br e descubra como deixar a viagem pronta, do voo ao passeio, com o custo definido desde o começo.