O Chile definiu uma meta clara para os próximos anos: chegar a 1 milhão de turistas brasileiros por ano. Hoje o país recebe cerca de 700 mil visitantes vindos do Brasil e já trata o mercado brasileiro como o seu segundo maior emissor de turistas, atrás apenas da Argentina.
O que está acontecendo
O anúncio foi feito pela vice-ministra de Turismo do Chile, María Paz Lagos, durante a WTM Latin America 2026, feira do setor realizada em São Paulo em abril. Segundo ela, o objetivo está alinhado ao planejamento do governo chileno e depende de dois pilares: mais promoção do destino no Brasil e ampliação da conectividade aérea entre os dois países.
A estratégia também envolve mudar a imagem do Chile entre os brasileiros. O país é historicamente associado à neve e ao enoturismo, mas quer mostrar uma oferta mais ampla. Entram nessa lista o turismo de aventura, no qual o Chile já recebeu prêmios internacionais, o deserto do Atacama com o crescimento do astroturismo, os parques nacionais da Patagônia e roteiros de natureza para diferentes níveis de preparo físico. A gastronomia local, com influência da cultura mapuche, e a proximidade entre praia e neve em torno de Santiago completam o cardápio. A meta de fundo é reduzir a sazonalidade, hoje concentrada na temporada de neve, e fazer o turismo crescer de cerca de 3% para 4% do PIB chileno. O governo chileno também quer ampliar o tempo médio de permanência dos visitantes e atrair segmentos como turismo de eventos e esportivo, que distribuem a demanda ao longo do ano.
O que muda para o viajante brasileiro
A aposta mais concreta para quem está no Brasil é a conectividade. O Chile já conta com voos diretos, inclusive de companhias low cost, partindo de várias capitais brasileiras, o que ajuda a equilibrar o custo da viagem. A vice-ministra citou ainda o trabalho para criar rotas regionais que não obriguem o turista a passar por Santiago, incluindo a avaliação de novos voos para a Patagônia, além de aeroportos com operação 24 horas. Na prática, isso facilita as escapadas curtas, de três ou quatro dias, que o país quer estimular.
O movimento chega em um momento favorável para o Chile na disputa pelo bolso do brasileiro. Com o dólar em patamar elevado, parte dos viajantes vem trocando a Argentina, que ficou mais cara, pelo destino chileno. Uma pesquisa recente mostrou que 54% dos brasileiros mudaram algum plano de viagem por causa do cenário econômico, sendo o preço do combustível de aviação e a variação do câmbio os fatores que mais pesam. Mesmo assim, a maioria segue viajando e apenas ajusta outros gastos para manter a viagem internacional no orçamento. Nesse contexto, um destino vizinho, com voo curto e boa oferta de assentos, tende a ganhar espaço.
A leitura da LC Turismo
Quem opera o Chile no dia a dia enxerga esse movimento de perto. A LC Turismo leva brasileiros ao país todos os meses, de Santiago ao Atacama e à Patagônia, e o recado prático é o mesmo de sempre: o Chile recompensa quem planeja. Ingressos de parques como Torres del Paine, transfers entre regiões e hospedagem em alta temporada esgotam com antecedência, e a janela ideal de clima é curta. Garantir esses itens cedo costuma ser a diferença entre uma viagem tranquila e um roteiro remendado na última hora, ainda mais agora que a procura pelo destino está em alta.
Se o Chile está nos seus planos para 2026, vale começar a montar o roteiro com calma, comparando época, orçamento e tipo de experiência. A equipe da LC Turismo pode ajudar a desenhar essa viagem do começo ao fim. Conheça os roteiros em lucascarvalhoturismo.com.br e fale com a gente antes de fechar qualquer coisa.