Dicas de Viagem

Brasileiros gastam US$ 12,6 bilhões no exterior e batem recorde histórico em viagens

Por Lucas Carvalho · 16 de Agosto de 2026 · 4 min de leitura

Os brasileiros gastaram US$ 12,62 bilhões em viagens internacionais no primeiro semestre de 2026, segundo dados divulgados pelo Banco Central. É o maior valor para um primeiro semestre desde o início da série histórica, em 1995, e representa alta de 22,5% sobre os US$ 10,3 bilhões do mesmo período de 2025.

O que os números mostram

O recorde anterior estava de pé havia doze anos. Em 2014, os gastos somaram US$ 12,4 bilhões em valores nominais no primeiro semestre. A marca de 2026 supera esse patamar em um cenário bem diferente: não é mais um pico isolado de consumo, é um movimento contínuo mês a mês. Só em junho, os brasileiros gastaram US$ 2,22 bilhões fora do país, crescimento de 19,6% frente aos US$ 1,85 bilhão de junho de 2025.

Na outra ponta, os estrangeiros gastaram US$ 5,64 bilhões em viagens ao Brasil no mesmo semestre, alta de 11,7%. Como a saída cresceu mais que a entrada, o déficit da conta de viagens subiu 32,9%, passando de US$ 5,25 bilhões para US$ 6,97 bilhões. Em resumo: o brasileiro está viajando mais para fora do que o mundo está viajando para cá, e a diferença está aumentando.

Por que isso está acontecendo agora

O câmbio explica boa parte da história. O dólar comercial fechou o fim de julho na casa dos R$ 5,12 e acumula queda de aproximadamente 6,8% em 2026. Moeda mais barata significa passagem, hospedagem, alimentação e passeio mais baratos em reais. O mesmo orçamento que em 2024 comprava cinco dias de viagem hoje compra sete.

O segundo fator é oferta. O Brasil ganhou dezenas de novas rotas internacionais neste ano, com companhias ampliando frequências para destinos da América do Sul. A Latam passou a operar voos diários entre Brasília e Santiago durante a alta temporada de inverno, entre junho e agosto, e estreou a ligação direta entre Florianópolis e Lima, que encurta o acesso a Cusco e Machu Picchu. Mais assentos disponíveis pressionam a tarifa para baixo e abrem destinos que antes exigiam duas conexões.

O que muda para quem vai viajar

A leitura otimista é evidente: viajar ficou mais acessível. A leitura menos comentada é que o mesmo movimento que barateia a viagem encarece a disponibilidade. Quando milhões de pessoas decidem viajar no mesmo intervalo, o gargalo deixa de ser o preço da passagem e passa a ser a vaga. Ingresso de Machu Picchu esgota com três a quatro meses de antecedência em temporada alta. Hotel bem localizado em Torres del Paine some antes disso. Transfer em Punta Arenas e Cusco vira disputa.

O câmbio favorável também é volátil. Uma queda acumulada de 6,8% no ano não garante nada sobre dezembro. Quem trava passagem, hospedagem e serviços de terra com antecedência transforma uma cotação boa em custo fixo. Quem deixa para resolver perto da data está apostando duas vezes: no câmbio e na disponibilidade. Na prática, os dois costumam virar contra o viajante ao mesmo tempo.

A leitura da LC Turismo

Na nossa operação, esse comportamento aparece com clareza. Os destinos que mais crescem hoje são os que exigem mais logística: Torres del Paine, Cusco e Machu Picchu, Punta Cana e Ushuaia. Não são destinos que se resolvem na véspera. São roteiros onde ingresso, altitude, transfer e janela de temporada precisam ser encaixados na ordem certa. O erro mais comum que vemos toda semana é o viajante fechar a passagem primeiro, empolgado com a tarifa, e só depois descobrir que a data escolhida não tem ingresso, não tem trem ou está fora da temporada de trilhas.

A recomendação prática é simples: antes de comprar o voo, valide a viabilidade da data. Confirme disponibilidade de ingresso e hospedagem, reserve um dia de aclimatação quando o destino for de altitude, e considere o custo total do roteiro, não só o valor da passagem. Câmbio bom é oportunidade, mas só vira viagem boa com planejamento.

A LC Turismo opera 16 destinos em 7 países da América Latina, Caribe e Estados Unidos, com saídas mensais e operação local própria nos principais roteiros. Se você está aproveitando o câmbio para planejar 2026 ou 2027, veja os roteiros disponíveis em lucascarvalhoturismo.com.br e fale com nosso time antes de fechar a passagem. Planejar na ordem certa custa menos do que corrigir depois.

Fonte dos dados: Banco Central do Brasil, Estatísticas do Setor Externo, junho de 2026.

Lucas Carvalho
Lucas CarvalhoFundador da LC Turismo. Desde 2019 levando brasileiros para 18 destinos em 8 países, com mais de 700 mil atendimentos. @lucascarvalhochile

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