Dados divulgados em abril de 2026 colocam o Brasil no centro do mapa do turismo emissor internacional na América Latina. Segundo levantamentos recentes de operadoras e governos da região, o Brasil responde por 17,8% das viagens internacionais originadas no continente, à frente de Estados Unidos (13,7%) e Chile (12,9%). O movimento redesenha rotas, preços e prazos de planejamento para quem pretende viajar este ano.
O que está acontecendo no mercado
No primeiro trimestre de 2026, a Argentina registrou alta de 28% na chegada de turistas brasileiros por via aérea. A Colômbia avançou 37% no mesmo período, puxada por Cartagena e Medellín. O Chile cresceu 11,3% em desembarques de brasileiros, consolidando Santiago, Atacama e a Patagônia chilena como destinos em expansão. Os números foram compilados a partir de relatórios de turismo dos três países e estão acima da média global de crescimento do setor, que ficou em 7,4% para o mesmo intervalo.
Por trás desses dados estão três fatores combinados. Primeiro, a recuperação gradual do poder de compra do real frente ao peso argentino, ao peso colombiano e ao peso chileno. Segundo, a ampliação de malha aérea regional, com novas frequências de companhias como Latam, Gol e JetSmart conectando capitais brasileiras a São Paulo, Brasília e Porto Alegre diretamente a Buenos Aires, Medellín e Santiago. Terceiro, a demanda reprimida por destinos próximos e com visto facilitado, o que coloca América do Sul e Caribe como prioridade do viajante brasileiro de classe média-alta.
Impacto para o viajante brasileiro
O crescimento expressivo traz um efeito colateral que já aparece nas reservas: preços em alta e disponibilidade menor para os próximos meses. Hotéis em Cartagena, pousadas na Patagônia e transfers em Mendoza têm apresentado lotação mais cedo do que o histórico. Quem deixa para decidir em cima da hora encontra tarifas de 30% a 50% acima do preço de junho de 2025 para datas de julho e agosto de 2026.
Na prática, isso significa que o calendário de decisão mudou. Viagens para julho precisam ser fechadas em abril ou maio. Dezembro de 2026 já tem procura ativa. O brasileiro que viajava com dois meses de antecedência agora precisa se antecipar em quatro ou cinco meses para garantir as mesmas condições. Ingressos de atrações concorridas como Machu Picchu, Torres del Paine e o teleférico de Mérida também seguem essa lógica. Quando esgotam, só voltam a aparecer no lote seguinte, meses depois.
Dica prática da LC Turismo
A LC Turismo opera passeios em 16 destinos fora do Brasil, com foco em Chile, Argentina, Colômbia, Peru, México, Punta Cana e Bolívia. A operação acompanha de perto essa curva de demanda e monta roteiros com reservas antecipadas, garantindo preço fixo e lugares em pontos críticos do itinerário. Para abril e maio de 2026, os destinos com melhor custo-benefício no nosso painel interno são Colômbia (Cartagena e Eixo Cafeteiro), Argentina (Mendoza e Bariloche fora de alta) e Chile (região central, Santiago e Valparaíso).
Quem viaja em família ou grupo precisa atenção redobrada. Quartos triplos, quádruplos e conectados são os primeiros a esgotar em alta temporada. Roteiros com crianças pequenas exigem transfers privativos, que também ficam escassos em destinos como San Pedro de Atacama e Ushuaia. Contratar com operador que já tem espaço bloqueado resolve esses dois pontos em uma decisão só.
Planejamento é o novo diferencial
O turismo emissor brasileiro não deve desacelerar em 2026. Os dados apontam para um segundo semestre ainda mais movimentado, com reservas de dezembro já crescendo em ritmo acima do projetado. Para o viajante, a recomendação é simples: planejar com antecedência real, contar com operador que opera no destino e evitar decidir com base apenas no preço da passagem.
Para conhecer os roteiros da LC Turismo e receber um plano personalizado por destino, acesse lucascarvalhoturismo.com.br. Nosso time monta propostas com preço bloqueado e flexibilidade para ajustes, incluindo transfers, hospedagem, ingressos e acompanhamento durante a viagem.