Dicas de Viagem

Seguro Viagem Obrigatório em 2026: Onde o Brasileiro Precisa Apresentar Apólice (Argentina, Colômbia, Chile, Peru e Mais)

Por Lucas Carvalho · 2 de Setembro de 2026 · 8 min de leitura

Se você está planejando a viagem de fim de ano ou já comprou passagem para a alta temporada, tem uma mudança que passou despercebida por muita gente: o seguro viagem deixou de ser só uma recomendação em parte da América Latina e virou documento de entrada. Argentina e Colômbia mudaram as regras recentemente, e chegar na imigração sem apólice pode custar a viagem inteira.

Nós recebemos essa dúvida todo dia de quem vai para Buenos Aires, Cartagena, Santiago ou Cusco. Então organizamos aqui, país por país, o que é obrigatório de verdade em 2026, quanto custa um seguro viagem decente em reais e quais coberturas realmente importam para o roteiro que o brasileiro faz por aqui. Sem enrolação e sem empurrar plano caro que você não precisa.

Onde o seguro viagem é obrigatório em 2026

Esta é a foto atual dos destinos que mais atendemos. A regra muda por decreto e sem aviso prévio, então vale conferir de novo perto do embarque.

PaísObrigatório?O que se aplica
ArgentinaSimDecreto 366/2025, em vigor desde maio de 2025, para todo estrangeiro, por via aérea ou terrestre
ColômbiaSim, com ressalvaExigência anunciada e em vigor em 2026, mas com aplicação inconsistente na imigração
ChileNãoTurismo de até 90 dias sem exigência de apólice
PeruNãoSem exigência, mas altitude e trilhas tornam o seguro quase indispensável
MéxicoNãoSem exigência de seguro, porém brasileiros precisam de visto desde 2022
República DominicanaNãoSem exigência, com saúde privada de custo alto
Estados UnidosNãoSem exigência, com o atendimento médico mais caro de todos os destinos da lista

Argentina: o caso mais rígido da região

A Argentina é o único destino da nossa lista onde a fiscalização já está rodando de forma consistente. Pelo decreto 366/2025, publicado em maio de 2025, todo turista estrangeiro precisa comprovar seguro viagem com cobertura médico-hospitalar e repatriação. Vale para quem chega em Ezeiza, em Aeroparque ou cruzando a fronteira de carro e de ônibus.

O governo argentino não fixou um valor mínimo oficial de cobertura, o que gera bastante confusão. Na prática, o mercado se organizou em torno de apólices de USD 15.000 a USD 30.000 em despesas médicas, e é isso que recomendamos para quem vai a Buenos Aires, Bariloche, Mendoza, Ushuaia ou El Calafate. Leve a apólice impressa e também salva no celular, porque o agente de imigração pode pedir e nem sempre tem sinal no guichê.

Colômbia: a novidade de 2026 que ainda gera confusão

A Colômbia passou a exigir seguro viagem de visitantes estrangeiros em 2026. Só que aqui existe um detalhe importante e honesto de dizer: as próprias autoridades colombianas deram sinais contraditórios sobre a apresentação da apólice como condição de entrada, e o relato de quem viaja é de fiscalização irregular.

Nossa orientação para quem vai a Cartagena ou San Andrés é simples: contrate assim mesmo. Primeiro porque a exigência existe no papel e você não quer descobrir isso no balcão. Segundo, e mais importante, porque a Colômbia não oferece atendimento público de saúde a estrangeiro. Uma consulta de urgência em Cartagena sai em dólar, e uma internação de dois ou três dias passa fácil de USD 5.000.

Chile, Peru e Caribe: não é obrigatório, mas não é opcional

No Chile, no Peru, no México, na República Dominicana e nos Estados Unidos ninguém vai pedir sua apólice na imigração. Isso não significa que dá para ir sem. Cada um desses destinos tem um risco específico que o brasileiro costuma subestimar:

Quanto custa um seguro viagem em 2026

A boa notícia é que seguro viagem para América Latina é barato perto do custo total da viagem. Com base em cotações publicadas por comparadores em 2026, estas são as faixas praticadas por pessoa:

Perfil de planoCobertura médicaPreço por diaCasal, 10 dias
BásicoUSD 15.000R$ 14 a R$ 20R$ 280 a R$ 400
Intermediário, o mais indicadoUSD 30.000 mais bagagem USD 1.000R$ 20 a R$ 35R$ 400 a R$ 700
Ampliado, com esportes e altitudeUSD 60.000 ou maisR$ 35 a R$ 60R$ 700 a R$ 1.200

Traduzindo: numa viagem de casal de R$ 12.000, o seguro intermediário representa algo entre 3% e 6% do orçamento. É a linha mais barata da planilha inteira e a única que pode evitar um prejuízo de cinco dígitos. Preço sobe conforme idade do viajante e duração da viagem, e quase toda seguradora aplica acréscimo a partir dos 65 anos.

O que a apólice precisa cobrir de verdade

Preço igual não quer dizer cobertura igual. Antes de fechar, confira estes itens na apólice, que é onde mora a diferença entre um plano bom e um plano que não serve para nada:

O seguro do cartão de crédito resolve?

Às vezes sim, mas com três armadilhas que derrubam a maioria dos casos. A primeira é que quase todo cartão só ativa a cobertura se a passagem aérea foi comprada integralmente naquele cartão, o que já elimina quem usou milhas ou parcelou em outro lugar. A segunda é que o modelo costuma ser de reembolso, ou seja, você paga o hospital primeiro e briga pelo dinheiro depois. A terceira é que o bilhete emitido pelo banco raramente traz repatriação no padrão que a Argentina pede.

Se você vai usar o cartão, ligue para a administradora antes de embarcar, peça o bilhete emitido em PDF e confira as coberturas contra a lista acima. Se faltar repatriação ou altitude, complemente com um plano avulso.

Não esqueça do IOF na hora de fechar a conta

Ainda no capítulo dinheiro: em 2026 o IOF sobre operações de câmbio está em 3,5%. Isso vale para compra com cartão de crédito e de débito no exterior, cartão pré pago internacional e compra de moeda em espécie. Some a isso o spread cambial do emissor, que varia de 0% a 7% dependendo do banco, e a diferença entre pagar bem e pagar mal chega perto de 10% do que você gasta lá fora.

Por isso a gente sempre sugere fechar o máximo possível de passeios e serviços ainda no Brasil, em reais e parcelado, em vez de deixar tudo para pagar no cartão internacional durante a viagem. Você trava o preço, foge do câmbio do dia e não paga IOF sobre cada consumo.

Checklist antes de embarcar

Quer ajuda para montar a viagem inteira?

A LC Turismo é uma operadora brasileira, com CNPJ no Brasil, guias que falam português e atendimento em reais. Montamos roteiros completos em 16 destinos da América Latina, dos Estados Unidos ao Caribe, com pagamento em até 10x no cartão. E, sim, a gente te avisa sobre a papelada antes de você descobrir na fila da imigração.

Fale com nosso time no WhatsApp em wa.me/5511920619246 ou conheça os roteiros em lucascarvalhoturismo.com.br.

Informações de exigência de entrada verificadas em setembro de 2026. Regras migratórias mudam por decreto e sem aviso. Confirme sempre no consulado do país de destino antes de embarcar.

Lucas Carvalho
Lucas CarvalhoFundador da LC Turismo. Desde 2019 levando brasileiros para 18 destinos em 8 países, com mais de 700 mil atendimentos. @lucascarvalhochile

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Quem escreve o blog é quem opera os passeios, desde 2019. Fale com um especialista e monte seu roteiro.

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